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Seg, 08 de Agosto de 2011 12:06
Steel framing e drywall são usados na construção de agência da Caixa
Steel framing e drywall são usados na construção de agência da Caixa

Primeira unidade da Caixa Econômica Federal de Paranoá em Brasília utilizou técnicas construtivas leves e rápidas como steel framing e drywall



Imagem: Divulgação

No mês de maio foi aberta em Paranoá, no Distrito Federal, a primeira unidade da Caixa Econômica Federal. A obra de 720 metros quadrados utilizou steel framing na estrutura, placas cimentícias nas paredes externas e drywall para as paredes internas. Os sistemas construtivos utilizados foram escolhidos pela diretoria da Caixa Econômica, devido à rapidez que proporcionam na execução da obra, ao mínimo desperdício de materiais, utilização de estruturas e materiais leves, economia de energia - devido ao isolamento acústico - e, ainda, por se tratar de um modelo de construção sustentável. Isso porque por meio dos sistemas se obtém uma diminuição de transporte e combustível para a locomoção de materiais na fase de execução, por conta da baixa geração de resíduos durante a obra, uma vez que todo o material utilizado é calculado antes, o que evita desperdício.

O projeto estrutural desta unidade foi executado pela Brasgips, parceira das empresas do Grupo Saint-Gobain, Placo do Brasil, Brasilit e Isover. Para a construção desta agência da Caixa Econômica Federal em Paranoá, foram utilizadas nas paredes externas as placas cimentícias da Brasilit, para o isolamento termo acústico, o WF 50 da Isover e para os ambientes internos as placas Standard nas paredes, e o F530 para o forro, ambos da Placo do Brasil. Este empreendimento ressalta a importância e as proporções que o sistema construtivo a seco tem tomado junto às grandes empresas, que cada vez mais buscam no mercado da construção soluções rápidas, eficientes e sustentáveis para suas obras.

As empresas do Grupo Saint-Gobain demonstram mais uma vez o quanto estão alinhadas e preparadas para oferecer soluções de alto nível para o segmento em que atuam, além de colocarem em prática a sinergia e a convergência entre elas, quando o assunto são sistemas construtivos a seco.





Qua, 17 de Agosto de 2011 14:19


A serviço da HISTÓRIA


Gesso acústico e drywall são destaques em projeto de restauração em museu

Por Rafael Gimenez

Imagem: Robson Moraes



Cada dia mais presente no cotidiano das pessoas, o drywall é considerado por muitos um sinônimo de modernidade. Leveza, elegância e a possibilidade de se trabalhar com variados formatos nos mais ousados projetos são atrações que o material tem oferecido a exigentes arquitetos e designers de interiores mundo afora. Mas há outra faceta que chama a atenção nesses sistemas: eles podem estar aliados à preservação da tradição e riqueza histórica. Este é o caso do projeto de reforma do Museu da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade do Rio de Janeiro. O museu está localizado no prédio anexo à Igreja de Nossa Senhora do Outeiro da Glória, uma construção do século XVIII, tombada pelo Patrimônio Histórico. Seu acervo está repleto de significado: a igreja passou a ser frequentada pela família real após sua chegada ao Brasil, em 1808, e recebeu nessa época o título de Imperial Irmandade.


Revitalizar uma construção de tamanha importância para a cultura brasileira foi o desafio da arquiteta Maria Regina de Mello Vianna, profissional que há mais de 20 anos atua em projetos residenciais e comerciais. “Os problemas no museu eram muitos: os cupins estavam infestando as vitrines e a parte elétrica era muito antiga. A última reforma havia sido feita ainda nos anos 80. As soluções para o projeto deveriam ser simples e de fácil manutenção”, explica a arquiteta. Nesta entrevista, Maria Regina conta o que foi feito para dar uma nova cara ao museu, sem que se perdessem as características históricas da construção. E de que maneira os sistemas drywall desempenharam papel importante nesse processo.






ARTIGO

Pesquisa revela que usuários estão satisfeitos com Drywall.

A maioria dos moradores de imóveis com paredes à base de chapas de gesso ou drywall está satisfeita com o desempenho desses sistemas. Essa é a conclusão da mais recente avaliação pós-ocupacional (APO) realizada no país, complementando pesquisa similar realizada há dois anos em São Paulo com resultados igualmente favoráveis a essa tecnologia construtiva, que vem ganhando espaço no país desde meados dos anos 90. O estudo atual foi executado em Porto Alegre no primeiro semestre e teve o objetivo de identificar o comportamento das paredes em drywall de 15 edifícios residenciais, segundo a percepção dos usuários e com base em inspeções técnicas nos locais. O trabalho ainda permitiu comparar o comportamento de edifícios com paredes em drywall e paredes de alvenaria. Para isso, foram selecionados seis edifícios com o mesmo projeto arquitetônico, três utilizando a nova tecnologia e três com sistemas convencionais.

Os resultados da pesquisa foram baseados em 507 entrevistas com usuários e 80 inspeções técnicas. Quesitos avaliados: firmeza, solidez e segurança das paredes, portas, peças suspensas, tanto de baixo peso (quadros) quanto de peso mais elevado (armários) e caixas de tomadas e interruptores; vedação à entrada de água nas áreas molháveis (cozinhas, banheiros, áreas de serviço); manifestação de umidade nas paredes; manutenção e limpeza das paredes; nível de ruído no ambiente; aparência; projeto (ganho de espaço em razão das paredes mais delgadas e facilidade de alterações); e assistência técnica.

O grau de satisfação dos usuários foi bastante elevado em todos os quesitos. Tiveram destaque especial o ganho de espaço e a facilidade de alterações no layout, com 99% de satisfação (somando-se clientes efetivamente satisfeitos e neutros). A aparência foi outro ponto bem avaliado, praticamente não se observando sinais de umidade, fungos ou manchas, apesar dos elevados índices de umidade relativa do ar nos primeiros meses do ano em Porto Alegre, quando foi feita a pesquisa. Nesse aspecto em particular, o índice de satisfação foi de 98%, com apenas 2% de insatisfação, enquanto nesse mesmo quesito houve 22% de insatisfação entre os moradores de apartamentos com paredes de alvenaria.

Outros aspectos destacados foram a facilidade de limpeza e de acesso às instalações hidro-sanitárias para manutenção e reparos (ambos com 87% de satisfação). O desempenho acústico do drywall também recebeu avaliação positiva, inclusive nas inspeções técnicas, demonstrando desempenho igual ou superior ao das paredes de alvenaria. Assim, na percepção do nível de ruído entre dois apartamentos contíguos, 67% dos moradores de apartamentos com drywall manifestaram-se satisfeitos, enquanto nos apartamentos com paredes de alvenaria esse percentual foi de apenas 38%.

A pesquisa foi coordenada pela empresa NGI - Núcleo de Gestão e Inovação e teve o apoio da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas de Gesso (Abragesso), do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), das construtoras Capa Engenharia e Goldsztein e do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon - RS).

ARTIGO

Consumo de drywall cresceu 28,2% no primeiro trimestre

O consumo de chapas de gesso para drywall continuou em elevação no primeiro trimestre, com expansão de 28,2% sobre o mesmo período de 2010. Foram consumidos em todo o país nesses três meses cerca de 8,7 milhões de metros quadrados de chapas contra quase 6,8 milhões de metros quadrados no primeiro trimestre do ano passado.

Esses dados foram divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall, cujo presidente, Mario Castro, afirma: ?Esse crescimento a taxas superiores aos principais índices de desempenho da economia do país reafirma a tendência de modernização da construção civil brasileira, adotando tecnologias que contribuem para aumentar a velocidade, a qualidade e a produtividade das obras?. E complementa: ?A tecnologia drywall ocupa a posição de destaque que tem hoje porque oferece vantagens já comprovadas na prática pelos profissionais do setor, dentre as quais se destacam flexibilidade de projeto, rapidez e limpeza na execução, precisão dimensional, qualidade de acabamento e desempenho acústico superior. Além disso, todos os seus componentes são recicláveis, o que torna o sistema ambientalmente amigável e, portanto, adequado à sustentabilidade da construção?.

Mercado em números - Foram registrados aumentos de consumo em todas as regiões brasileiras. O maior aumento, de 78,3%, foi observado na região Centro-Oeste. Em seguida, vieram as regiões Sudeste exceto São Paulo, com 26%; Sul, com 21,7%, e São Paulo, com 20,5%. O menor aumento, de 15%, foi registrado na região Nordeste.

ARTIGO

Sistema drywall atende à Norma de Desempenho
Autor: Eng. Luiz Antonio Martins Filho

A tecnologia construtiva drywall cumpre todos os requisitos de acústica, resistência mecânica e comportamento ao fogo expressos na Norma de Desempenho de Edificações (ABNT NBR 15575), em vigor desde 12 de maio. Essa norma traz um avanço: determina os índices de desempenho mínimo, intermediário e superior dos sistemas construtivos e seus componentes ao longo de sua vida útil, enquanto as normas anteriores apenas prescreviam as características de cada material. Esse novo conceito coloca o drywall em vantagem, ?devido à sua modernidade?, afirma o Eng. Luiz Antonio Martins Filho, gerente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall.

Martins explica que o drywall foi criado há mais de um século nos Estados Unidos e passou a ser utilizado regularmente há mais de 80 anos na Europa: ?Com isso, estava plenamente desenvolvido em termos tecnológicos ao chegar ao Brasil, ainda na década de 1970, e principalmente a partir de meados dos anos 1990, quando teve seu uso intensificado no país. Apenas foi necessário adaptá-lo à nossa realidade por meio da elaboração de normas técnicas e ensaios locais, processo já concluído com êxito?. E completa: ?No Brasil, o drywall é o único sistema construtivo para vedações internas (paredes, forros e revestimentos) totalmente embasado em normas técnicas, o que o diferencia das demais tecnologias empregadas com a mesma finalidade?.

Conformidade - O comportamento do sistema drywall em relação aos diferentes quesitos da Norma de Desempenho é explicado pelo consultor técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall, Carlos Roberto de Luca, que esclarece: ?Para que os desempenhos especificados sejam alcançados, deve ser obedecida a Norma de Projeto e Montagem desse sistema (ABNT NBR 15758), que oferece todas as orientações para a correta aplicação da tecnologia drywall em várias situações?. Alguns exemplos são apresentados a seguir.

Segurança estrutural ? De acordo com ensaios realizados pelo IPT ? Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, todas as paredes drywall especificadas na NBR 15758 (desde a mais simples, mostrada na figura 1, com 73 mm de espessura, composta por estrutura com perfis de 48 mm de largura e uma chapa para drywall com 12,5 mm de cada lado) atendem a Norma de Desempenho no que diz respeito a: estabilidade e resistência estrutural; deslocamento e fissuração; solicitação de cargas provenientes de peças suspensas; impacto de corpo mole; impacto de corpo duro; e ações transmitidas por impactos nas portas.

Acústica ? A Norma de Desempenho estabelece níveis de redução sonora mínimo, intermediário e superior para paredes que separam unidades autônomas (dois apartamentos, por exemplo) e paredes que separam unidades das áreas comuns (entre sala ou quarto de apartamento e área externa). Uma parede drywall com 120 mm de espessura, composta por estrutura com perfis de aço galvanizado de 70 mm de largura com duas chapas de cada lado e lã mineral no interior (figura 2) isola de 50 a 52 decibéis e, assim, atende aos níveis mínimo e intermediário em praticamente todos os casos. Já uma parede como a mostrada na figura 3, com 200 mm de espessura, com dupla estrutura separada, duas chapas de cada lado e lã mineral no interior, atende com folga ao nível superior em qualquer situação, pois isola de 64 a 66 decibéis. Exigências ainda maiores podem ser atendidas com paredes drywall, como ocorre com a separação entre salas de cinema múltiplas instaladas desde o final da década passada em shopping centers de todo o país, praticamente todas elas executadas em drywall.

Comportamento ao fogo ? O Corpo de Bombeiros estabelece níveis de resistência ao fogo em 30, 60, 90 ou 120 minutos, dependendo do tipo de edifício e da utilização de cada espaço interno. Uma parede com 73 mm de espessura, como a mostrada na figura 1, se enquadra na categoria CF 30 (ou seja, corta-fogo 30 minutos). Já uma parede como a mostrada na figura 2 está na categoria CF 60 (corta-fogo 60 minutos). Essas duas paredes atendem a praticamente a totalidade das paredes residenciais. Paredes com resistência a 120 minutos, como a mostrada na figura 4, são montadas com estrutura de 70 mm e duas chapas resistentes ao fogo (com 15 mm de espessura) de cada lado.

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Rapidez e sustentabilidade para eliminar o déficit habitacional

O Brasil precisa recorrer à construção industrializada se quiser diminuir ou eliminar o déficit habitacional do país, estimado em cerca de 6 milhões de moradias. Entre as alternativas existentes, o steel frame é uma arma poderosa para erguer residências de todos os padrões e que começa a ser utilizada também por companhias habitacionais, como a estatal paulista CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Sistema construtivo estruturado em perfis de aço galvanizado a frio, que são projetados para suportar as cargas da edificação e atuar em conjunto com outros sub-sistemas industrializados de fechamento/vedação, cobertura e de instalações o steel frame é um sistema aberto e flexível. Isto significa que ele pode trabalhar em conjunto com outros materiais e possibilita a adoção de partidos arquitetônicos variados; é racionalizado, permitindo o controle da obra, desde a fase de projeto até a construção; e é sustentável: o uso de perfis metálicos galvanizados garante a durabilidade desses importantes elementos estruturais e o sistema gera muito poucos resíduos, ao contrário da construção convencional. É também resistente a incêndios, por ser revestido por placas de gesso acartonado, que possui elevada resistência ao fogo.

A utilização do aço galvanizado ZAR230, zincado de alta resistência, com 230 MPa, com 180g/m2 de liga de zinco para ambientes não marinhos e com 275 g/m2 de liga de zinco para ambientes marinhos, garante um ótimo desempenho contra corrosão, permitindo maior durabilidade e resistência aos perfis metálicos estruturais.

O steel frame possui ainda as vantagens de já adotar a coordenação modular e de utilizar malhas construtivas: esses dois elementos tornam a construção com o sistema muito mais ágil, mais eficiente e com maior possibilidade de controle, o que garante baixo índice de perda. A coordenação modular dos materiais empregados pelo sistema está projetada em múltiplos e submúltiplos de 3. Assim, a placa de gesso acartonado, por exemplo, utilizada como fechamento interno em toda a construção, possui largura e altura padrões de 1.200 mm e 2.400 mm, respectivamente, podendo ser encontrada com 2.700 mm ou 3.000 mm; o perfil metálico mais usual no steel frame tem 90 mm de alma por 3.000 mm ou 6.000 mm de comprimento.

Outro diferencial do steel Frame deve-se ao fato de, em geral, o sistema utilizar fundação do tipo radier, executada sobre isolamento hidrófugo e com as alimentações elétricas e hidráulicas pré-instaladas. Porém, a definição do tipo de fundação recomendado deve ser feita pelo calculista estrutural. Após a fabricação dos painéis de aço, eles são fixados à fundação por meio de chumbadores, que garantem a transferência das cargas da edificação para a fundação e, dessa, para o terreno.

O sistema steel frame utiliza conceito estrutural que busca dividir as cargas por maior número de elementos estruturais - cada um é projetado para receber uma pequena parcela de carga, possibilitando o emprego de perfis conformados com chapas finas de aço. A modulação ou malha de distribuição desses perfis é geralmente de 400 mm ou 600 mm, permitindo o controle de utilização e a minimização do desperdício dos materiais complementares industrializados, enquadrados no módulo de 600 mm, como os fechamentos em placas cimentícias, OSB (Oriented Strand Board) ou placas de gesso acartonado.

Tanto a disposição dos montantes dentro da estrutura dos painéis, como suas características geométricas, de resistência e sistema de fixação entre as peças, fazem com que estes estejam aptos a absorver e transmitir cargas verticais e horizontais. Os elementos estruturais mais utilizados para garantir a estabilidade estrutural dos painéis e, consequentemente, da edificação, são os contraventamentos e as placas de fechamento estruturais. Os painéis são, geralmente, executados previamente em fábricas, o que garante maior produtividade, qualidade e melhores condições de trabalho. O sistema oferece a possibilidade de execução dos painéis no canteiro de obras; esta, porém, não é a melhor condição de trabalho. Regislaine Guizelini é engenheira do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Votorantim Metais Zinco.

Veículo: Cruzeiro do Sul / Online
Tipo de mídia: Online
Seção/editorial: Casa & Acabamento

ARTIGO

Steel Frame: 1660 m² em 70 Dias

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Faculdade Evangélica do Paraná


A Faculdade Evangélica do Paraná, sediada em Curitiba, ampliou seu campus, que agora conta com um novo prédio de dois andares e 1660 m² de área construída. Iniciada no final de dezembro de 2003 e entregue no início de março deste ano, a obra foi desenvolvida no sistema steel frame , executado pela Construtora U.S.Home Brasil, sob responsabilidade do engenheiro Mauricio Malafaia.

Enfrentando obstáculos como as fortes chuvas, o prédio foi concluído no prazo de 70 dias. "A velocidade de construção foi um dos fatores que nos levou a optar por este sistema?, afirma o Dr. Egon Treml, da diretoria da Faculdade Evangélica. "No sistema convencional, de alvenaria, não teríamos o prédio pronto para o início do período letivo".

O novo edifício abriga uma clínica ele fisioterapia, em que os estudantes prestam atendimento ao público através do Sistema Único de Saúde (SUS).

O steel frame

O steel frame é um sistema baseado na pré-montagem de segmentos ele painéis metálicos, que após unificados compõem a base das paredes de uma edificação, as quais recebem posteriormente os outros elementos que constituem o sistema, como OSB, lã de vidro, barreira de umidade, gesso acartonado, etc. O steel frame é um sistema de construção a seco, pois minimiza significativamente a necessidade ele utilização de água para preparação de componentes como concreto, argamassa, etc. Suas características são apropriadas tanto para instalações comerciais como residenciais.

Esse sistema se baseia em estruturas ele aço, mas difere da maioria dos prédios em estrutura metálica que há muito tempo são construídos no Brasil. Nessas obras mais freqüentes, diferentemente do que ocorre em steel frame a estrutura é dimensionada a partir elo conceito "viga-pilar? como em concreto armado. "Nesta concepção, a laje descarrega as cargas em vigas, que descarregam em pilares, que são elementos com cargas concentradas e que devem descarregá-las no solo, havendo então necessidade de fundação profunda na maior parte dos casos. Nestes prédios se utilizam perfis metálicos de espessura bastante superior à utilizada no steel frame e sem tratamento com zinco. Por se tratar de elementos muito espessos e pesados, não pode haver pré-fabricação e utilização de processos de linha de montagem", explica Malafaia.

No sistema de produção industrializado que é o steel frame, a estrutura de aço galvanizado é interligada por parafusos autobrocantes. Assim, são formados painéis e fica garantida a sustentação para que se apliquem grandes esforços. O edifício adquire um peso próprio muito inferior ao da alvenaria ou dos prédios em estrutura metálica pesada, e as cargas não são concentradas em pilares, mas sim distribuídas linearmente pelo perímetro das paredes estruturais.

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A estrutura de aço galvanizado interligada nos parafusos autobrocantes


Painéis

Apesar de popularizado como steel frame , ou simplesmente frame o nome exato do sistema é light gauge steel frame, que significa painéis ou quadros metálicos de baixo calibre. Trata-se de painéis fabricados com perfis em aço galvanizado, com espessuras entre 0,84mm e 2,5mm e larguras entre 90mm e 300mm.

Estes painéis metálicos, para compor uma parede em si, recebem externamente chapas industrializadas de madeira, conhecida como OSB. Para proteger o OSB da umidade utiliza-se um tecido difusor de umidade conhecido como Tyvek Home Wrap. De todos os produtos usados para o steel frame , o OSB foi o último a ser produzido no Brasil.

Há apenas quatro anos a Masisa do Brasil (única fabricante nacional do painel) produz o Masisa OSB Home, utilizando tiras de madeira. O produto serve como vedação e contraventamento do sistema estrutural.

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Os painéis são fabricados com perfis em aço galvanizado


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O painel com tiras de madeira é protegido contra ataques de cupins


O engenheiro da Masisa, André Morais, explica que o painel é estrutural com tiras de madeira 100% de pinus, orientadas em três camadas perpendiculares, o que aumenta sua resistência mecânica e rigidez. Essas tiras de madeira são unidas com resinas e prensadas sob alta temperatura. Além disso, o produto está protegido contra ataques de cupins por 10 anos.

Entre as vantagens dos painéis OSB estão a alta resistência ao arranque de parafusos e pregos, assim como físico-mecânica. Têm alta estabilidade dimensional e resistência a impactos. Não têm espaços vazios em seu interior nem problemas de delaminação e sim qualidade consistente e uniforme e espessura calibrada. São fáceis de trabalhar nos processos de usinagem de topo e superfície, têm diversidade de aplicações, oferecem várias possibilidades de acabamento e são ecologicamente corretos, Além do painel OSB para o fechamento externo, há outras opções, como as placas cimentícias. "A placa cimentícia é uma opção de fechamento externo e que deve receber acabamento. A questão é que elas podem não ser estruturais e sim chapas de cimento aglomerado com celulose. A resistência é apenas de flexão e não de tração, o que pode, no sistema steel frame, resultar em rachaduras ou fissuras tanto no meio da chapa como nas juntas, e isto danifica a imagem do sistema construtivo como um todo", explica André Morais. "Existem também cimentícias estruturais que, na fabricação do aglomerado de celulose e cimento, recebem tela de reforço de fibra de vidro, deixando as chapas com resistência à tração. A grande dificuldade é que estas chapas ainda têm questões técnicas a serem respondidas, pois não estão totalmente resolvidas". Além disso, dados do mercado indicam diferenças de preço significativas entre essas opções, sendo os painéis OSB mais baratos.

No steel frame temos a possibilidade de fabricar os painéis metálicos na indústria chegando ao ponto de podermos fixar também os painéis externos, lã de vidro, janelas, molduras, elétrica, hidráulica e às vezes até a chapa de gesso acartonado formando um segmento de parede já semi-pronto que geralmente são unificados na obra para ai receberem os revestimentos externos que acabam maquiando a pré-montagem da edificação, sugere Mauricio Malafaia.

Revestimentos

O revestimento de fachada de uma obra em steel frame pode ser desenvolvido com qualquer material escolhido pelo proprietário. "Tendo o aço perfilado conforme a qeometria necessária os painéis OSB, a lã de vidro, o gesso acartonado e um difusor de umidade, podemos construir qualquer estrutura com até oito pavimentos, com os revestimentos externos que o cliente deseja: tijolinho a vista, reboco, grafiato, pastilha, etc. No entanto damos preferência para a utilização de revestimentos vinílicos como o siding utilizado na obra da Faculdade Evangélica do Paraná, por exemplo?, explica Malafaia.

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Não há diferenças estéticas entre obras em alvenaria e em steel frame , como esta.


As paredes internas de uma construção em steel frame são revestidas com gesso acartonado que, combinado com a lã de vidro, garante o desempenho termo-acústico. As chapas de gesso acartonado são materiais bastante difundidos no País, sendo três os grandes fabricantes desse tipo de produto (Knauf, Placo e Lafarge), que há 10 anos vem sendo divulgado com muito sucesso na opinião de Malafaia.

Como ocorre em boa parte dos projetos executados pela U.S.Home, na obra realizada para a Faculdade Evangélica do Paraná a Knauf do Brasil foi quem forneceu o gesso acartonado. Para compor o piso sobre a laje - feita a partir de substrato base de OSB - foi utilizada a chapa Fiberock, um produto USG - United States Gypsum , que está sendo comercializado pela Knauf e que se caracteriza pelo uso de gesso reciclado prensado e é utilizada em revestimentos externos e pisos para obras em steel frame e também em áreas úmidas. "Esse tipo de material pode servir de substrato para assentamento de cerâmicas diretamente sobre ele", explica o engenheiro civil Roberto Albero, da Knauf.

Sobre as chapas de gesso acartonado, é possível utilizar pintura, papel de parede, etc. Tanto em relação aos revestimentos externos quanto aos internos, não há diterenças entre uma obra em steel frame e uma em alvenaria. Em ambas é possível utilizar toda a sorte de produtos.

"Conseguimos utilizar processos industriais de fabricação e o produto final não parece o pré-moldado convencional Na verdade ninguém consegue diferenciar um edifício feito com este sistema ou em alvenaria", destaca Malafaia.

Vantagens

São inúmeras as vantagens de uma obra executada em steel frame . Entre os destaques estão facilidade e rapidez na construção, já que exige um tempo quatro vezes menor que alvenaria. Além disso, o sistema conta com reduzido desperdício de material, isolamento termo-acústico, ausência de mofo, bolor e fungos, economia de energia devido às propriedades dos materiais e utilização de insumos produzidos a partir de recursos naturais renováveis, recicláveis e/ou com exploração controlada.

Dentre essas vantagens, o conforto termo-acústico ganha grande destaque. "Na obra de alvenaria a acústica encontra uma única barreira: argamassa-tijolo-argamassa, por onde o som passa. No steel frame as barreiras são várias, como acabamento, o OSB, lã de vidro, gesso arcartonado, etc", explica André Morais. Em relação ao clima, o engenheiro revela que para temperaturas baixas, o steel frame proporciona muito mais conforto que a alvenaria. ?Quanto à questão climática, o sistema em alvenaria é mais indicado para clima quente-árido. Em climas quente-úmido ou frio-úmido, a alvenaria sofre patologias com as quais já nos acostumamos a conviver: bolor, mofo, infiltrações, rachaduras, etc. No Brasil a alvenaria acabou se tornando popular, mas pela ausência destas patologias e conforto interno que proporciona, o sistema mais indicado para grande parte do território nacional é o steel frame ?.

Outras vantagens são a precisão de execução (já que o projeto em alvenaria só "se resolve" na execução da obra),qualidade industrial, menor demanda por manutenção e: sustentabilidade - o aço, que dá estrutura a esse sistema é o material mais reciclado do mundo. Além disso, a durabilidade de uma obra em steel frame pode ser ilimitada. "Como em qualquer outro sistema construtivo, a manutenção é a peça chave da durabilidade. Na verdade este sistema gera muito menos manutenção que a alvenaria mas, quando ela for necessária, a rapidez com que for executada vai ser diretamente proporcional a durabilidade do produto. Portanto, uma residência em steel frame pode potencialmente durar muito mais que uma em alvenaria", explica o engenheiro da U.S.Home.

Outro fator que se destaca é a quantidade de mão-de-obra necessária. Uma construção em steel frame exige menos pessoal que o sistema em alvenaria. Além disso, o engenheiro André Morais explica que há um deslocamento do perfil do profissional que se capacita mais facilmente para o novo sistema, que são os carpinteiros e não os trabalhadores tradicionais de obras em alvenaria.

"Uma outra vantagem desse sistema é que, no Brasil, ele se adapta ao que eu considero uma falha: os engenheiros e arquitetos dificilmente trabalham juntos. Nesse caso, um projeto, arquitetônico, inicialmente pensado em alvenaria, pode ser executado em steel frame . Ou seja, o sistema não exige um projeto especial", destaca Morais. "Os sistemas elétrico, hidráulico e de segurança também são instalados com tranqüilidade, inclusive com mais facilidade que na alvenaria devido ao uso de painéis e de paredes ocas preenchidas com lã de vidro".

O sistema steel frame também dispensa o uso de vários instrumentos caros fundamentais na alvenaria, como as betoneiras. Ao invés do uso desses grandes elementos, se usa itens mais portáteis como parafusadeira automática, serra circular portátil, trena e outros materiais básicos de carpintaria. Embora o custo do metro quadrado nesse sistema seja equivalente ao da alvenaria, a maior rapidez da construção a seco o torna mais competitivo levando-se em conta o custo total da obra. "Enquanto uma obra de alvenaria cm 300 m² leva no mínimo dez meses para ser construída, em steel frame são necessários cerca de três meses de trabalho, gerando uma economia considerável em mão-de-obra", assegura o engenheiro Malafaia. "Este sistema requer que a empresa modifique toda a sua cultura construtiva. É um mundo à parte. O processo que temos que ter em mente no steel frame é análogo à construção de um carro, pois se trata de uma linha de montagem. Geralmente a empresa que constrói em frame não utiliza outro sistema", conta ele.

Limitações

Dentre as poucas desvantagens do steel frame, uma das principais está relacionada à quantidade de pavimentos possíveis. "Não se pode construir, nesse sistema, no Brasil, prédios com mais de seis pavimentos. Apenas alguns estados americanos permitem a construção de prédios de até oito pavimentos, mas são exceções. Essa limitação é algo que não deve evoluir para mais de oito pavimentos, por causa da distribuição de carga nesse tipo de obra. Inclusive devido à espessura da chapa de aço, que é pequena demais para prédios mais altos. E também pela questão de custo: para obras com mais de seis pavimentos o sistema tradicional metálico sai mais em conta", explica Morais. Outro problema apontado pelo engenheio da Masisa é que, no Brasil, a distribuição do mercado é problemática. A ausência de revendas especializadas atrapalha as obras em algumas regiões.

Além disso, embora o Brasil disponha de profissionais com perfil adequado para as obras em steel frame , o treinamento ainda é bastante necessário, devido a cultura de construção em alvenaria ser ainda algo muito evidente no País.

Histórico

Realizadas no Brasil desde o início da década de 90, as construções em steel frame ganharam maior terreno no País há pouco mais de dois anos, com o início da produção nacional do OSB e de gesso acartonado. "Na verdade, sistemas de construção desse tipo tiveram início nos Estados Unidos por volta de 1830 e desde então vêm sofrendo melhoramentos. É um dos sistemas de construção residencial mais utilizados do mundo. Na América do Norte, responde por mais de 90% das construções residenciais. É muito utilizado também na Europa. Ásia e oceania", conta Malafaia.

"No Brasil ainda estamos engatinhando, mas no Chile e Argentina, por exemplo, esse sistema já é bastante popular. O importante é que o steel frame já sinalizou no mundo inteiro uma tendência de ser o mais eficiente e de meIhor custo benefício em construções de até quatro pavimentos. Acredito que a popularização do sistema no Brasil depende apenas do tempo, pois nossa cultura construtiva é ainda fortemente voltada a alvenaria. que por se tratar de um sistema artesanal não conseguirá sobreviver às exigências de um mundo moderno e globalizado", prevê o engenheiro, mencionando que, hoje, no Brasil, o steel frame é um sistema construtivo que consome aproximadamente 98% de materiais nacionais.

Também para o engenheiro André Morais a popularização do sistema depende mais da cultura das construtoras do que do cliente final. ?A dificuldade da popularização do steel frame está em quem executa as obras, porque estes sim têm uma cultura definida. Por exemplo: o dry wall é um conceito que já está bem estabelecido no mercado, porque foi feito um trabalho muito grande de conscientização técnica?.

DRYWALL E O MEIO AMBIENTE


Meio Ambiente

A tecnologia drywall, que rapidamente vem conquistando a preferência de arquitetos, incorporadores e construtores brasileiros, causa baixíssimo impacto no meio ambiente, em comparação com os sistemas construtivos tradicionais, notadamente a alvenaria. Em primeiro lugar, gera uma quantidade de entulho muito menor, de cerca de 5% de seu peso (contra 30% da alvenaria convencional), o que facilita sua coleta e seu transporte. Além disso, seus resíduos, notadamente os restos de chapas e de perfis estruturais de aço, podem ser totalmente reciclados.

Os restos de perfis de aço galvanizado já têm soluções de reciclagem consagradas no mercado, a exemplo do que ocorre com a maioria dos metais, que podem ser facilmente reaproveitados pela indústria metalúrgica. Por outro lado, no caso específico das chapas para drywall, que são produzidas à base de gesso, testes efetuados em indústrias de cimento comprovaram que são 100% aproveitáveis no processo de produção do cimento, pois este requer uma certa quantidade de gesso, que, quando originário das chapas para drywall, apresenta um grau de pureza superior ao de outros componentes desse material utilizados no mercado, em razão do apuro tecnológico que cerca sua produção industrial.

A Rocher Construção Sustentável a seco, reconhece a importância da prática responsável em relação à comunidade e ao meio ambiente. Incentiva continuamente, entre as empresas associadas, a troca e o desenvolvimento das melhores ações de políticas ambientais que minimizem os efeitos da extração de matérias-primas, bem como das operações de industrialização, distribuição e aplicação de seus produtos no meio ambiente e em conformidade com as leis e regulamentações do país.
Reconhece ainda que, individualmente, cada empresa tem em sua filosofia de trabalho o compromisso de operar como membro responsável pelas comunidades local, nacional e global das quais fazem parte.

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O gesso é um material ecológico em todas as suas fases de aproveitamento, desde a mineração da gipsita, sua matéria-prima, até a aplicação final dos sistemas de construção a seco baseados em chapas de gesso . Nestes, em particular, tem a capacidade de tornar os ambientes em que é utilizado mais agradáveis e confortáveis, em razão de suas propriedades físicas e biológicas:

? Atua como regulador do clima, mantendo o grau de umidade do ambiente em equilíbrio;

? É um isolante térmico e acústico natural;

? Não é inflamável, proporcionando proteção contra o fogo;

? É inodoro, livre de gases tóxicos;

? Não é agressivo à pele, daí ser aprovado para uso biológico;

? Tem baixa densidade e alta consistência;

? É eletricamente neutro;

? Não forma fibras nem poeira;

? Não tem efeito cumulativo no organismo pois é eliminado na urina;

? Sua extração, diversamente da de outras matérias-primas, não gera resíduos tóxicos e requer pouca interferência na superfície, em geral de duração relativamente curta.

Na Europa, onde a densidade populacional mais elevada requer um cuidado especial com a preservação dos solos aráveis ou por reservas florestais, os especialistas em meio ambiente das empresas de mineração têm tido pleno êxito na recuperação do equilíbrio das áreas mineradas, dando-lhes condições de reconstituição da flora e da fauna ou de reaproveitamento agrícola.

Da mesma forma, as fábricas de chapas de gesso e outros derivados da gipsita são instalações limpas, que somente liberam na atmosfera vapor d´água.

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MANUTENÇÃO


Fixação

Armários de cozinha repletos de pratos, copos e outros utensílios, suportes para TV ou microondas e outras cargas com peso equivalente podem ser fixadas normalmente em paredes drywall. Os cuidados fundamentais para que essa fixação não cause problemas é instalar no interior da parede um reforço interno, que pode ser de madeira tratada ou chapa de aço galvanizado, e utilizar, nas distâncias recomendadas, buchas específicas para drywall. O processo de fixação é mais simples, rápido e preciso do que ocorre com paredes de alvenaria tradicional.

No que diz respeito aos reforços, a maioria das construtoras de imóveis residenciais já os entrega com paredes reforçadas internamente, em especial nos ambientes que normalmente recebem armários como cozinhas e áreas de serviço. Porém, se a parede não tiver reforços recomenda-se que esse serviço seja executado por um profissional habilitado, que faça parte da rede de instaladores ou montadores treinados e credenciados pelas empresas fabricantes de chapas para drywall.
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